História da Eletricidade

Registraremos, nesta página do Ciência Cidadã, as conclusões produzidas por grupos de estudantes do 2º ano do CEFET-MG, Campus I, em uma atividade orientada pelo seguinte objetivo:

Identificar e discutir fatores de validação do conhecimento científico, com base em relatos sobre a forma como controvérsias científicas foram 'solucionadas', ao longo da história da eletricidade.

Onde estão as fontes dos relatos?
São episódios da série 'Choque e Temor: História da Eletricidade', produzidos pela BBC, acessíveis, em 01/10/15, nos seguintes links:

Episódio 1:
http://www.dailymotion.com/video/x2e5tcc_choque-e-temor-a-historia-da-eletricidade-ep-1-faisca_school

Episódio 2:
http://www.dailymotion.com/video/x2e5y2l_choque-e-temor-a-historia-da-eletricidade-ep-2-a-era-da-invencao_school

Episódio 3:
http://www.dailymotion.com/video/x2e65zy_choque-e-temor-a-historia-da-eletricidade-ep-3-revelacoes-e-revolucoes_school.

A atividade consistiu em produzir um texto que identificasse e descrevesse as controvérsias retratadas nos episódios 1 e 2 da série, discutindo criticamente a forma como essas controvérsias foram solucionadas. As conclusões, produzidas pelos estudantes e postadas, a seguir, apontam, com base nas controvérsias identificadas, possíveis fatores que determinam a validação de certo conhecimento pela comunidade científica. Os estudantes foram também provocados a se posicionar criticamente sobre a forma como as controvérsias foram abordadas na série 'Choque e Temor'. Haveria fatores de validação que não foram contemplados?

Está aberta a discussão!

Vejamos as contribuições dos estudantes!

Você, que não participou da atividade e se interessou pela discussão, dialogue conosco também!


33 comentários:

  1. CONCLUSÃO - GRUPO:
    Anne Isabelle Rodrigues
    Alexandre Assunção Guimarães
    Brenda Sanlei Da Silva
    Isabella Oliveira

    A partir desse trabalho o grupo conclui que os fatores que validam na comunidade científica qualquer tipo conhecimento é a teoria mediante uma experimentação, é necessária uma sistematização da teoria interligando-a a outras existentes, isto é, conectando ideias. Dar inicio a uma investigação científica é reconhecer a demanda de um novo conhecimento, tentar atualizar aquele que já existia ou substituí-lo criando um que responda à pergunta existente. Foi o que aconteceu durante toda a história da eletricidade, a qual vem sempre sofrendo inovações à medida ocorre transformações no modo em que as pessoas vivem e se comportam. No filme as controvérsias surgidas são mostradas de maneira clara e objetivas, são solucionadas à medida que há algumas mudanças, alem disso é mostrada essa validação das teorias propostas por meio da experiência e a integração dessas comas outras mais antigas, percebe- se então um acordo com a comunidade cientifica.

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  2. Conclusão: Gabriele de Matos, Isadora Araújo, Paula Proença e Stela Brito - EBM2A
    Ao final do trabalho, podemos observar que o documentário "Choque e temor: a história da eletricidade" foi capaz de apresentar com maestria os principais acontecimentos históricos relacionados ao desenvolvimento do conceito de eletricidade. Há extremo respeito a todos os cientistas envolvidos e suas teorias são apresentadas pelo professor Jim Al-Khalili de forma imparcial, visando sempre maximizar o fluxo de informações entre apresentador e espectador, sem jamais sobrepor uma teoria diante da outra. As controvérsias encontradas durante o percurso da eletricidade até os dias atuais também nos foi apresentada de forma genial, totalmente imparcial e extremamente detalhada, proporcionando melhor fixação do conhecimento adquirido.
    As controvérsias foram muito bem abordadas ao longo dos episódios, foram apresentados tanto os pontos de vista dos cientistas, quanto a opinião das pessoas que presenciavam as descobertas. O filme conseguiu reunir uma imensa gama de informações sobre cada passo no avanço do estudo da eletricidade. Foi possível concluir que para um conhecimento ser validado pela comunidade científica é necessário ter provas físicas da teoria, somente dessa forma é possível convencer as pessoas e resolver conflitos de ideias.
    Alem disso, podemos concluir também que as controvérsias são extremamente importantes, pois elas fazem parte de caminhos para a construção de varias áreas do conhecimento, incluindo a eletricidade. São essas disputas, discussões e debates que nos permitem ampliar nossa visão que temos do mundo ao nosso redor. Ao ampliar nossa visão, nos transformamos a forma como vemos o mundo e deixamos aquela visão limitada e distorcida de lado, nos tornando assim mais capacitados para decidir qual e o melhor caminho a ser seguido. As controvérsias existem justamente para isso, para nos tirar de nossa zona de conforto e começarmos de duvidar das coisas, de forma a pensar no que devemos acreditar e quais as razões para determinada escolha. O filme procurou apresentar essas controvérsias da maneira mais adequada para que o interlocutor pudesse formar sua própria opinião no assunto tendo como base os fatos científicos incluindo pesquisas, experimentos e outras formas de se provar determinado aspecto da ciência.

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  3. É percebido nos documentários que para um conhecimento ser validado pela comunidade cientifica é necessário poder repetir esse conhecimento ao longo dos anos e aprimorá-lo em prol do desenvolvimento da sociedade. Isso é mostrado, por exemplo, nas controvérsias de Volta e Galvani e de Tesla e Thomas Edison.
    As controvérsias são abordadas nos vídeos de maneira bem simples e educativa, facilitando a compreensão e a visualização das mesmas. Essas controvérsias estão de acordo com a comunidade científica, pois foram construídas e aprimoradas ao longo dos anos e são usadas até hoje como base de qualquer invenção futura.

    Caio Mendes Ribeiro
    Gabriel Alves
    Gianluca Pereira Souza
    Paulo Henrique
    Coordenação de Ciências – Física
    Eletrotécnica 2A

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  4. A ciência passa por constantes mudanças durante todos os anos. Sendo um conhecimento que se acumula, teorias e comprovações do passado se unem com as atuais formando novos pensamentos e novos experimentos. Mas o que determina que um conhecimento seja validado pela comunidade científica? Primeiramente, vale ressaltar que desde a antiguidade havia controvérsias entre diversos cientistas, cada um com suas influências pessoais.
    O pensamento científico, baseado na razão, fomenta um discurso longe e independente da religião, levando sempre ao lado racional da argumentação. Outro fator que infelizmente é levado em conta é o recurso financeiro do pesquisador. Um pesquisador sem apoio e recursos não consegue defender sua tese, tanto pela falta de experimentação quanto pela falta de visibilidade. É o que aconteceu com Stephen Gray que somente conseguiu mostrar seus experimentos após conseguir os recursos que o orfanato oferecia. O assunto também deve ser discutido pela comunidade científica que poderá apresentar teses contrárias à do pesquisador, como o caso de Volta que contrariou Galvani a respeito do pensamento errôneo de uma eletricidade animal.
    No filme, fica bem claro a corrente que liga o conhecimento científico. Uma tese experimentada e comprovada passa por um processo de aceitação pela comunidade científica e, a partir dos anos, é reaproveitada e utilizada para novas teses, como mostrado na Máquina de Hauksbee, a qual é aproveitada por vários pesquisadores para novos experimentos. Um problema que pode ser observado durante o filme é que o processo teórico para a realização de determinado experimento não é mostrado, e a impressão que recebemos é que todos os experimentos foram feitos sem embasamento teórico, diferentemente do que acontece na realidade.

    Ana Beatriz, Karine Andrade, Monice Morais, Samantha Ferreira, Yasmin Saliba.
    Turma: EBM2

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  5. Conclusão _ Igor, Laura R., Marcela e Naira

    É necessário que o conhecimento científico passe por diversas etapas até sua validação em comunidade. Todo o conhecimento científico deriva-se, numa primeira etapa, direta ou indiretamente das sensações e percepções de uma observação indutiva dos fenômenos.
    Nos episódios ficou claro que todo fundamento apenas teórico está sujeito a controvérsias de toda comunidade científica. Assim, para sua validação, devem ser propostos métodos empíricos condizentes com os fundamentos apresentados. Só assim é validado esse conhecimento, ultrapassando a teoria e atingindo meios experimentais que confirmem as percepções do cientista. As teorias científicas não são criadas, inventadas ou construídas, mas descobertas em conjuntos de dados. A ciência é neutra, livre de pressupostos ou preconceitos. Na ciência, a validação de um conhecimento gera outras bases teóricas, entrando assim num processo eterno de questionamentos e descobertas.
    As controvérsias científicas abordadas foram apresentadas de maneira bastante coerente e bem organizadas, já que foi feita numa abordagem impessoal, crítica e de maneira cronológica. Muitas vezes o narrador do documentário faz observações que levam o ouvinte a refletir sobre a época e a linha de pensamento para que fosse possível um melhor entendimento do quão grande e ou compreensível eram determinados feitos e ou pensamentos que, atualmente, podem parecer muito óbvios ou ignorantes. O documentário mostra de forma clara que a ciência se desenvolve de maneira gradual e que pequenas descobertas e estudos podem sucumbir em inovações inacreditáveis e revolucionárias. Portanto, é perfeitamente comtemplado no documentário todo esse processo dos saberes científicos, ficando claro que a validação científica é algo trabalhoso, que exige metodologia, com o objetivo de trazer um conhecimento inquestionável, derrubando por vezes crenças e ambições.

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    1. Gostaria de propor algumas reflexões:
      Na controvérsia entre Galvani e Volta, penso que, embora o experimento com a pilha tenha sido fundamental para derrubar a hipótese da eletricidade animal, a crença de Volta na possibilidade de explicar por meios externos a eletricidade sem utilizar qualquer fenômeno que tivesse um caráter divino ou não passível de ser explicado racionalmente foi fundamental. A crença dele nesse poder explicativo da razão e da não diferença entre eletricidade presente nos animais e no raio, por exemplo, foi fundamental. Nesse caso, não foi um processo puramente indutivo, baseado no acúmulo metódico de dados experimentais. Entendo que toda observação e todo experimento é orientado por teorias e também por crenças pessoais.
      Questiono também a afirmação de uma ciência neutra. Diferentes concepções de mundo conduzem a formas diferentes de fazer ciência e isso implica sua não neutralidade. A 'guerra das correntes' evidencia a não neutralidade da ciência, especialmente com o advento da Revolução Industrial e a proximidade cada vez maior e recíproca entre ciência e tecnologia. A forte presença de fatores econômicos na definição das agendas de pesquisa evidenciam a não neutralidade da ciência. A indústria da guerra também é uma evidência importante a ser considerada para se contrapor à afirmação da neutralidade da ciência.

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  6. Grupo: Grazielly Bitencourt, Igor de Souza, Luiza Marques, Maisa Caroline, Vinicius Emiliano. EBM 2A
    Durante o segundo episódio podemos perceber claramente uma controvérsia nos levando a entender melhor o funcionamento dos conhecimentos. Em 1831, Faraday utilizou um ímã e uma bobina, formada por fios, com esses materiais ele conseguiu gerar uma pequena corrente elétrica na bobina. A corrente fluía de acordo com o sentido de movimentação do ímã dentro da bobina. Para Faraday, essa corrente poderia ser utilizada em algo, por isso, ele decidiu mover uma placa condutora de cobre através do campo magnético. Na época não era evidente que ao girar a placa os elétrons contidos na placa iriam se deslocar para a borda, sendo assim no centro iriam ficar as cargas positivas e os elétrons passariam por fios que estavam conectados à borda, portanto, ocorria um fluxo de corrente contínua. Faraday criou, assim, o primeiro mecanismo mecânico que gerava um fluxo de corrente elétrica. Concluímos com esses episódios da serie e as contradições apresentadas nos ajudou a melhor direcionar nosso pensamento como um roteiro durante a série. Esses questionamentos presentes ao decorrer dos episódios nos fazem pensar no assunto e questionar a nos mesmos e assim absorvendo melhor o conteúdo/informações.

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  7. Conclusão do grupo: Aline Rodrigues, Benson Ambrosio, Erik avelino e João Victor. Conclusão

    A partir dos vídeos assistidos e de outras reflexões pôde-se perceber que a ciência é de fato uma poderosa ferramenta para entender a natureza e seus fenômenos, e que, para utilizar essa ferramenta de maneira correta, deve-se seguir alguns princípios básicos para que o conhecimento seja reconhecido e validado. O primeiro passo é questionamento, não há ciência sem haver antes um questionamento sobre o que acontece à sua volta. O segundo passo consiste no registro e na reflexão do problema seguindo sempre suas evidências, de forma a conseguir propor mecanismos do funcionamento do fenômeno. O último passo é a reprodução do que se observa na natureza em um laboratório através de experimentos que podem ser executados e controlados pelo ser humano. O conjunto desses passos contribui, enriquece e fundamenta o conhecimento. Além disso, algo que foi constantemente representado no filme é o fato de que grande parte das descobertas científicas foi feita através de acidentes e até mesmo erros humanos, sem contar que, em alguns casos, a tecnologia, que é a aplicação da ciência, se antepunha à própria ciência. Outro fator muito importante para o progresso científico e que também é bastante destacado nos episódios assistidos é o estudo retórico de outros trabalhos e experimentos e a utilização dos conhecimentos anteriores para a complementação de uma nova ideia; um exemplo claro disso é a utilização da máquina de Hauksbee para realização de diversos experimentos, assim como o estudo que Alessandro Volta teve de fazer das obras de Cavendish para conseguir refutar as ideias de Galvani. Assim, fecha-se esse texto com a frase de J.M.Ziman que diz: “Em todas as questões humanas há um único fator dominante – o tempo. Para compreender o estado atual da ciência, precisamos saber como ela chegou a ser assim: nós não podemos evitar os acontecimentos históricos... Para avançar rumo ao futuro devemos olhar para trás, no passado”.

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  8. O primeiro e o segundo episódios da série ‘Choque e temor: a história da eletricidade’ (BBC) abordam as controvérsias apresentadas anteriormente de maneira clara e esclarecedora, prendendo a atenção, atiçando a curiosidade e o censo crítico dos espectadores. Assim como todo conhecimento científico, uma teoria levantada precisa ser provada através dos fatores de validação (experimentações), quase nunca chegando a ser considerada uma verdade absoluta e estando sempre sujeita a questionamentos. Dos fatores de validação mostrados na série acreditamos que o único apresentado de maneira pouco compreensível foi em relação ao experimento de Tesla provando que a corrente alternada pode ser segura e viável para a distribuição de energia elétrica em larga escala.
    QUI 2A
    Laura coelho
    Luiza Izabel
    Marcia Pereira
    Thalissa Fernandes

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  9. Conclusão
    Grupo: Isabella, Matheus, Pollyanna e Sophia - EBM 2A
    A partir de todos os acontecimentos e descobertas que se sucederam ao longo de todos os séculos, podemos chegar à conclusão de que, ao contrário do senso comum, o conhecimento científico não aceita a opinião ou o sentimento de convicção como fundamento para justificar a aceitação de uma afirmação. Requer a possibilidade de testes experimentais, da avaliação de seus resultados, e muito esforço da parte dos cientistas para provar seu ponto de vista e descobertas. Só assim então seu conhecimento pode ser validado pela comunidade cientifica. E com o decorrer do tempo, esses conhecimentos vão se aperfeiçoando e sendo corrigidos em relação aos conhecimentos do passado.
    Na série “Choque e temor” a eletricidade foi abordada como uma descoberta desvendada aos poucos, onde vários cientistas possuíam ideias e pensamentos diferentes, mas todos contribuintes para tudo o que sabemos hoje sobre ela.
    Com o passar dos anos, cada vez mais pensamentos e suposições iam surgindo para validar a ideia de eletricidade que existia. Diversas experiências foram feitas, e várias ideias eram exploradas para se desvendar de onde vinha e como funcionava. A partir de erros, debates e muitas dúvidas e controvérsias, a ideia de eletricidade se concretizou e transformou o mundo.
    Descobertas de como a eletricidade podia ser armazenada e transportada surgiram a partir de erros e experiências, e até mesmo observando o peixe tremelga, a possibilidade de um animal também produzir algo assim também surgiu, fazendo com que a concepção de carga elétrica, tensão e eletricidade contínua fossem descobertas e validadas.
    O maior exemplo de uma constante luta de opiniões e saberes foi entre Volta e Galvani, dois cientistas apaixonados pela eletricidade, mas que se opunham muito em relação aos seus modos de enxergar e pensar. Depois de longos anos disputando quem chegaria à ideia conclusa e convicta de eletricidade, Volta construiu uma pilha, uma máquina elétrica. Anunciando o início de uma nova era.
    Depois ainda viriam uma série de novas descobertas, como combinar magnetismo e movimento para produzir eletricidade, uso de ímãs que possibilitou a criação de fontes de comunicação instantânea, mesmo que com o passar dos anos tenham sido necessários diversos tipos de aperfeiçoamento. E assim, acontecimentos se sucederam até a energia elétrica surgir e alimentar o mundo todo, sendo essencial na vida de todos nós.

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  10. Coordenação de Ciências – Física
    Izabela Carneiro Neves
    João Victor Nogueira
    Lívia Metzker Glória Alves de Deus
    Ludmila Beatriz Martins de Freitas
    Turma:Eletrotécnica 2A

    Os vestígios da eletricidade estão presentes no mundo há séculos, muitas vezes entretendo as pessoas, porém, sempre houve uma imensa duvida ao se tratar do que realmente era força/atração. No início do século XVIII com o avanço de tecnologias e a imensa curiosidade que essa "brincadeira" trazia fez com que fossem desenvolvidas inúmeras teorias para chegarmos ao patamar que estamos hoje. O objetivo dos documentários assistidos é de retratar a origem e a atual situação da eletricidade. O primeiro mostra o conceito de eletricidade retratando estudiosos primordiais até chegar ao impasse que houve entre Galvani e Volta. Que essencialmente tratava de eletricidade animal, por parte de Galvani, e a não existência dessa eletricidade animal e sim a existência de uma eletricidade externa, por Volta. Essa oposição de ideias é discutida ao longo do documentário, mas, chegando a conclusão de que Volta estava correto. O segundo episodio trás outra contradição, um pouco recente (séc XX), entre corrente continua e corrente alternada, essa discussão gerou a chamada Guerra das correntes e foi protagonista de uma das maiores e assustadoras campanhas do mundo. Através dos episódios e do estudo acerca da historia dos conceitos oriundos da eletricidade que conhecemos, percebemos que a ciência por vezes tirou proveito de rixas pessoais, questões políticas, ou econômicas, para a ampliação de seus conhecimentos. As teorias e ideias deviam ser questionadas a exaustão; para que uma ideia fosse aceita pela comunidade cientifica ela deveria ser provada em muitas circunstâncias e a as controvérsias mostradas nos episódios revelam que nem sempre as teorias aceitas são realmente as melhores mas sim as que são provadas da forma mais clara e convincente. O documentário aborda a construção do conhecimento apontando todas as contribuições, os participantes na formação de teorias além de apontar de forma clara e extensa todos os processos, ainda tratando das questões éticas e sociais envolvidas.

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  11. Desde os primórdios da humanidade, o homem sempre se mostrou argumentativo sobre diversos assuntos, entre eles a eletricidade, que hoje é responsável por tantas facilidades no mundo moderno. Mas nem sempre foi assim.
    No documentário da BBC, vimos que ele é dividido em três partes que fala sobre a história da eletricidade, que é um dos fenômenos mais incríveis da natureza e tem como manifestação mais poderosa o raio. Essa é a história de como passamos a controlar essa força da natureza. 300 anos de ideias e experiências extraordinárias. Conta-nos sobre os gênios que usaram a eletricidade para iluminar as cidades, para comunicação através do ar e dos mares, para criar a indústria moderna e para possibilitar a revolução digital através de várias experiências.
    A partir dessas experiências e invenções e de outras não citadas pudemos chegar ao uso da energia elétrica tal como é feita nos dias de hoje em quase todas as atividades humanas.
    Desde então os estudos sobre eletricidade assumiram uma enorme dimensão. Atualmente é impossível imaginar nossa vida sem ela. Lâmpadas, computadores, aparelhos de TV, geladeiras, entre tantos outros, proporcionam nosso conforto. Os meios de comunicação não existiriam sem os avanços nessa área.
    Grupo: Camilla, Maria Julia, Lorrane e Poliane
    Turma: ELT2c

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  12. No filme as controvérsias são apresentadas explicando-se o contexto histórico do momento e detalhando os conhecimentos físicos e elétricos acessíveis na época, fazendo com que seja possível de fato se envolver com a história da eletricidade. As descobertas relacionadas a eletricidade que vemos nos vídeos nos mostram que o conhecimento científico e suas aplicações tecnológicas são processos muito graduais que dependem de muitos fatores externos para se consolidarem, como o momento da história em que essas descobertas são feitas, a economia e a política. Isso nos mostra o quão a ciência é moldável quando depende desses fatores, sendo assim, perante essa característica, várias controvérsias surgem entre cientistas que atuam em áreas iguais, fazendo com que o conhecimento de cada um seja contestado e colocado a prova, afim de serem validados e reconhecidos pela comunidade cientifica. Os conhecimentos são validados por empirismo, onde é possível observar o comportamento de todos os fenômenos tratados. Além disso, professores de universidades explicam de maneira confiável o tema e como as divergências foram solucionadas. A controvérsia no meio da ciência é algo necessário para que a mesma se desenvolva da forma mais correta possível. Ideias quando são contestadas podem ser desconstruídas no caso de estarem erradas ou fortalecidas no caso de estarem certas, isso enriquece o conhecimento, pois faz com que ele só seja pleno e absoluto quando as controvérsias se acabam e um consenso é atingido.

    Componente um: Lucas Fernandes Soares Monteiro
    Componente dois: Milena Axel Nascimento Costa
    Coordenação de Ciências - Física
    Turma: ELE 2ª A

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  13. Boa noite, professor.
    Para um conhecimento ser validado pela comunidade científica, ele tem que ser provado com vários experimentos, que revelam os perigos e forma de controle pelo homem, além de ser explicado por uma teoria baseada em conhecimentos anteriores. Na primeira parte, a teoria de Galvani era mais verossímil pois era possível observar os efeitos da eletricidade. Por ser um conceito abstrato, Volta não conseguia demonstrar visualmente suas teorias. Ele provou através da produção e medição de um “fluido elétrica” (dizemos hoje corrente elétrica) a partir do contato de dois metais sem necessitar de qualquer rã. Já na segunda parte, tendo em vista as necessidades da época, a CA era mais barata, permitia a maior transmissão de energia elétrica para casa e empresas e atendia à todas as demandas da CC. E foi isso, além dos experimentos de Tesla que provaram que a CA era mais eficaz e tinha um perigo controlável, que permitiu a ascensão da corrente CA, que desde aquela época tem sido a plataforma utilizada para o transporte de eletricidade.

    Augusto Araujo, Thacyane Caroline e Gabriel Henrique (ELE2A)

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  14. Podemos afirmar que as discordâncias consolidam o aperfeiçoamento da ciência. O próprio estimulante dos cientistas é a busca pela superação, na qual uns se consagram enquanto outros morrem no desgosto do fracasso melancólico.
    A ciência fundamenta-se na lógica, no racional. Entre duas teorias opostas, foi-se minuciosamente analisada a mais pertinente baseada nos conhecimentos que já existentes.

    Att: Ana Luíza, Marco Fontana, Moisés Diamantino e Wítalo Pereira de EBM 2³ ano.

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  15. Conclusão do texto elaborado acerca da série: “Choque e temor: a história da eletricidade”
    A partir dos episódios assistidos, pode-se concluir que para que um determinado conhecimento seja validado pela sociedade científica, esse precisa ser comprovado através de experimentos, que por meio de tentativas e erros, consigam alcançar uma determinada demonstração. No primeiro episódio “Faíscas” da série “Choque e Temor - História da Eletricidade” pode-se perceber a longa caminhada do início da história da eletricidade. Inicialmente, os experimentos, que tinham como objetivo entreter a plateia que os assistia, tiveram grande significado para o desenvolvimento de estudos da eletricidade, mas também enfrentaram grandes barreiras. A série de tentativas que tendem a chegar a uma certa teoria ou até mesmo a comprovar algo, tem a capacidade de fazer com que a sociedade científica valide esse conhecimento. Portanto, a validação se da por meio de um conjunto de estudos e testes realizados por cientistas e filósofos, como também a aceitação da sociedade dentro de seu contexto histórico, no caso citado, o iluminismo.
    O estudo da eletricidade percorreu um grande caminho, fazendo surgir vários nomes e descobertas. Tais descobertas foram sempre baseadas em proposições e sua comprovação por meio de experimentos, validando assim a descoberta cientifica. Uma controvérsia que ocupou a mente dos cientistas era o que exatamente era a eletricidade. Ela passou de fenômeno divino, a variações de fluidos e finalmente ao movimento de cargas. Os estudos realizados ao longo do tempo abriram espaço para a era em que vivemos hoje, onde a falta de energia elétrica é inimaginável e, para muitos, uma ideia assustadora.
    No segundo episódio “A era da invenção”, por exemplo, pode-se perceber que a controvérsia retratada a cerca da disputa entre o uso da corrente contínua e da corrente alternada para a geração de energia elétrica em larga escala, é evidenciada a partir de experimentos realizados por ambos os lados de forma a mostrar que determinado tipo de corrente seria mais eficiente ou mais segura que a outra, de forma que é evidente que tal disputa não envolvia apenas o interesse em trazer benefícios para a humanidade, mas também glória, reconhecimento e lucro. No fim das contas, “A Guerra das Correntes” foi vencida pela corrente alternada, após Nikola Tesla, comprovar a partir de demonstrações que, se manejada corretamente, esse tipo de corrente em tensões extremamente altas podia ser segura. Tal acontecimento serve como prova de que o conhecimento científico só é validado a partir de experimentos e demonstrações.

    Grupo: Aline Bragança, Ana Clara Barcelos, Bárbara Mendes e Evelyn Álvares.
    Turma: Química 2A

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  16. O documentário apresenta a história da eletricidade a partir somente de fatos julgados importantes comprometendo a compreensão geral, além da dificuldade em alguns momentos de situar a linha de pensamento devido á retomadas de teorias passadas sem evidencias da ida ou retorno à teoria trabalhada naquele instante. Em alguns momentos é demonstrada a opinião de quem produziu o documentário associada à um favorecimento ou não das pessoas ou testes que elas usaram pra validar uma teoria criada. No mais, o documentário traz uma boa abordagem da história da eletricidade, sendo assim, é possível compreender a eletricidade desde quando ela foi criada e como revolucionou o mundo, além disto, faz nos pensar como até hoje ela influência e tem grande importância em nossas vidas.
    Os episódios permitem desenvolver um ponto de vista crítico acerca da trajetória da humanidade no descobrimento e inserção da eletricidade na sociedade, além de que a ciência e a tecnologia surgiram a partir da persistência de cientistas, engenheiros e curiosos ao conhecerem e estudarem fenômenos, podendo utilizá-los para o desenvolvimento da humanidade ou interesse próprio. A ocorrência de batalhas ideológicas e a grande necessidade de se defender a utilização daquilo que foi descoberto permitiu que mais tecnologias fossem desenvolvidas, e a partir da aglutinação dos benefícios que cada um dos modelos poderia oferecer – como a corrente alternada e a corrente contínua, por exemplo – constituiu o melhor da energia elétrica que possuímos atualmente.
    Qui 2A - Mariana F.; Henrique D.; Taciane C.; Luana R.; Luana M.

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  17. Alunas: Allana Tavares, Jade de Souza, Luiza Caroline
    Turma: Qui 2A

    O conhecimento científico é real (factual) porque lida com ocorrências ou fatos, isto é, com toda "forma de existência que se manifesta de algum modo" (3).
    Constitui um conhecimento contingente, pois suas preposições ou hipóteses têm a sua veracidade ou falsidade conhecida através da experimentação e não apenas pela razão, como ocorre no conhecimento filosófico.
    É sistemático, já que se trata de um saber ordenado logicamente, formando um sistema de idéias (teoria) e não conhecimentos dispersos e desconexos.

    Possui a característica da verificabilidade, a tal ponto que as afirmações (hipóteses) que não podem ser comprovadas não pertencem ao âmbito da ciência.
    Constitui-se em conhecimento falível, em virtude de não ser definitivo, absoluto ou final e, por este motivo, é aproximadamente exato: novas proposições e o desenvolvimento de técnicas podem reformular o acervo de teoria existente.

    Ao observarmos o filme, vemos que a validação dos conhecimentos, nele abordados, pela comunidade científica só ocorre mediante a comprovação das hipóteses antes apresentadas teoricamente. O conhecimento científico vem para intitular, metodificar e validar um fenômeno “conhecido”, que até então não tinha sido analisado com sucesso no âmbito da ciência, ainda não estudado. Volta percebeu, com suas experimentações, que a eletricidade que sai da pilha era contínua, o que, anos depois, auxiliou em estudos que caracterizaram essa característica como corrente elétrica. Tesla, junto a Westinghouse, estudaram e revolucionaram a forma de distribuição de eletricidade, propondo algo ainda não proposto até então: a corrente contínua para distribuição de eletricidade.

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    1. Fiquem atentos: Tesla, com apoio financeiro de Westinhouse, desenvolveu a tecnologia de geração e transmissão de CORRENTE ALTERNADA! Dessa forma se opôs a Edison, que já havia desenvolvido a tecnologia de transmissão por corrente contínua, conforme bem retratado no documentário.

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  18. "Com o advento da Revolução Industrial e o estabelecimento do sistema capitalista, a ciência sofreu uma mudança de rumos. Os motivos pelos quais a ciência é “exercida” são outros. As necessidades mudaram – e os cientistas entenderam o novo papel da inovação.

    É inegável a transformação da visão científica; a busca incessante pelo lucro pode, inclusive, ultrapassar o motivo real da investigação científica e da evolução tecnológica: o desenvolvimento e ampliação dos conhecimentos humanos. Essa ocorrência é trágica e demonstra a deturpação do objetivo científico, que antes seria a busca pelo conhecimento.

    Na história da eletricidade, por exemplo, várias disputas foram travadas entre ideias de cientistas diferentes, buscando a conquista do mercado. Temos como exemplo a disputa entre corrente contínua e corrente alternada, entre Edison e Tesla, respectivamente. A consolidação de um dos modelos de geração e distribuição de energia significaria a afirmação de um dos cientistas no ramo.


    Essa relação entre a ciência e o lucro, porém, de qualquer maneira pode ser considerada como um artifício maléfico do sistema vigente. Os números não mentem: nunca se produz tanta tecnologia como hoje. Certo que os rumos mudaram. Hoje caminham não só para a redução de custos de produção, mas também para a disputa no mercado pela preferência do consumidor. E este só tem a ganhar.

    Como qualquer outro produto no mercado, a produção tecnológica passou a ser sujeita à demanda. E a demanda da sociedade é, em geral, por facilitar as necessidades do dia-a-dia e trazer conforto e bem-estar ao indivíduo. Logo, a ciência caminha para o lado que desejamos.

    Isso não quer dizer que o lucro deve ser centralizado neste processo. O conhecimento e a busca por ele é uma das artes mais nobres desenvolvidas pelos seres humanos. Mas ninguém vive de amor. O lucro é mais que necessário – é belo e moral. Leonardo da Vinci não pintou o quadro “Monalisa” de graça; os banqueiros da família Médici o pagaram. O resultado foi a pintura mais famosa do mundo. Lucrar na ciência não é crime. É o reconhecimento pelo trabalho de um artista peculiar: o cientista.
    "

    COMPONENTES: Thiago Souza, Matheus Gomes, Pedro Henrique, Gustavo Souza.

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    1. A relação entre ciencia e lucro deve sim ser problematizada. É preciso olhar com mais cuidado muitas situações vividas hoje. A indústria da guerra seria a expressão máxima de como a busca por aumentar e acumular o capital, por meio da geração de lucros, pode ser absolutamente perversa. As guerras hoje vigentes têm como um de seus propulsores a busca incessante dos fabricantes de armas em manter seus lucros, estes fundamentados em tecnologias cada vez mais sofisticadas, na arte de tirar vidas. Outro exemplo vem do setor de agricultura ligado a produção de sementes transgênicas, resistentes ao uso de agrotóxicos. A pesquisa científica que sustenta a produção dessas sementes é financiada justamente pelo capital comprometido com a produção de defensivos agrícolas. Há muitos outros exemplos. A necessidade de recursos para financiar pesquisas e remunerar devidamente quem trabalha com elas não está posta em questão. A instrumentalização da ciência pela produção de lucros, sim, pois esta lógica não está comprometida com o bem estar da maioria da sociedade. É preciso também questionar a idéia de que a produção tecnológica está sujeita à demanda. A sociedade de consumo produz tecnologia que gera, crescentemente, novas demandas e necessidades que comprometem a sustentabilidade do planeta. Eis alguns elementos para reflexão, decorrentes do comentário do grupo, que chamam para o debate! Precisamos desenvolver mecanismos de controle social das agendas que determinam as políticas de investimento em ciência e tecnologia, para que estas agendas não fiquem sob o domínio do grande capital.

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  19. A história da eletricidade é muito parecida com a história da ciência, tem muitas controvérsias que ajudaram a crescer e a entendermos melhor como funciona as coisas, neste caso, a eletricidade.Ideias que se divergem ao longo do tempo servem para atualizar nossos conceitos e provarmos coisas importantes.


    João Pedro, Barbara e Bruna
    ELE2A

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  20. Nos filmes em questão, as controvérsias foram abordadas de uma forma bem clara e eficiente, tentando mostrar as espectadores as ideais de cada cientista, e como cada um fez para tentar provar suas teorias. Além disso o documentário nos mostra como os fatores de validação do conhecimento científico foram utilizados para provar quem estava certo e quem estava errado.
    Quando as controvérsias são apresentadas e resolvidas, isso implica em um conhecimento científico porque tal conhecimento só é fundamentado quando ele é produzido dentro de instituições científicas e por pessoas que tenham certas qualificações, tais pessoas são chamadas de cientistas. O que talvez seja mais importante nos processos de construção do conhecimento científico é que ele deve ser partilhado com outros cientistas, e, principalmente, validado e avaliado para se tornar um conhecimento articulado, no sentido de criar um conhecimento verdadeiro. Porém, criar um conhecimento verdadeiro não implica em criar um conhecimento permanente e que não está sujeito a alterações. Vale lembrar, que durante toda a história da ciência utilizamos parte de um conhecimento anterior (que não estava totalmente completo) para formular novas teorias mais ricas, complexas e completas.
    Alunos: Gabriel Veloso, Felipe,Arthur, Matheus Santini - ELE 2A

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  21. Alunos: Thais Alessandra, Matheus Ricardo e Beatriz Rezende (QUI2A)

    O documentário da BBC conta, de forma didática e empolgante, praticamente toda a história da eletricidade, desde seus primórdios até os dias de hoje. Primórdios estes que foram concebidos no início do século 19, pelos ideais científicos revolucionários de Michael Faraday, químico e físico inglês.
    Conseguimos discernir todas as mentes brilhantes por trás das descobertas e invenções do século 19, século este em que a humanidade testemunhou grandiosas maravilhas jamais observadas. Mudanças que marcariam para sempre a vida das pessoas. O documentário também deixa de maneira bem relevante todos os problemas enfrentados por esses cientistas, imaginando como conseguiriam controlar e dominar essa incrível força da natureza, bem como o modo como cada um conseguiu chegar ao seu objetivo final: melhorar a vida das pessoas. Nessa época, a opinião das pessoas ainda era fortemente marcada pela visão teológica do mundo, sendo difícil uma consolidação da ciência na sociedade destes tempos.

    O segundo episódio também nos ajudou a perceber como a história da comunicação está diretamente ligada com o avanço da ciência e das descobertas nos campos da eletricidade, do magnetismo e por consequência, do eletromagnetismo. Aprendemos que todas as usinas elétricas da atualidade se baseiam nos princípios descobertos e desenvolvidos por Faraday, Tesla e outros vários engenheiros eletricistas da época. Portanto, devemos bastante a estes gênios por toda tecnologia que nós temos em mãos, e nunca podemos esquecer que a ciência dá-se pela união de conhecimento, perseverança e curiosidade.

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  22. Após assistir aos dois primeiros episódios da série produzida pela BBC sobre a história da eletricidade, “Choque e temor”, pôde-se perceber como a eletricidade foi um fenômeno que intrigou muitos estudiosos, sendo considerada um elemento essencial para a sobrevivência da sociedade atual. Através da série, viu-se que foram criadas e refutadas muitas teorias acerca desse fenômeno da natureza. Além disso, pôde-se compreender como a eletricidade foi reproduzida artificialmente pelo homem.
    No primeiro episódio, “A Faísca”, a principal controvérsia observada foi entre as teorias de Luigi Galvani e Alessandro Volta, na qual a de Galvani apresentava um aspecto místico e religioso e a de Volta parâmetros iluministas e racionais. A rivalidade desses dois cavalheiros do século XVIII possibilitou uma compreensão sobre algumas características da eletricidade, bem como a sua utilização, o que, por sua vez, levou Volta a criar a primeira pilha. Galvani defendia que existia uma eletricidade animal que se diferia da eletricidade artificial, ou seja, aquela criada pelo homem. Entretanto, Volta, através de seus experimentos, foi capaz de demonstrar que a eletricidade a qual Galvani se referia era a mesma eletricidade artificial, pois para criá-la não era preciso, necessariamente, um animal, poderia usar-se, também, uma combinação entre metais e ácido diluído. Com essa descoberta, Volta acabou por derrubar a teoria de Galvani.
    Já no segundo episódio, a “Era da invenção”, o principal aspecto observado foi a questão econômica, que mostra como os cientistas da época visavam o ganho e com isso o seu reconhecimento por apresentar ideias mais econômicas. A controvérsia percebida neste episódio foi entre Thomas Edison e Nikola Tesla, na qual se gerou uma “guerra das correntes”. Thomas defendia o uso da corrente contínua e Tesla, da corrente alternada.
    Thomas e sua equipe lançaram um grande projeto que foi a 1ª usina elétrica dos EUA, localizada próxima ao Wall Street, por ser uma área de grande influência e importância para Nova York, ou seja, visando um ganho econômico maior, pois, segundo os cálculos de Thomas, o cabo mais grosso que ele podia usar transportaria somente a quantidade adequada de sua corrente contínua para os clientes dentro de 1,6 Km de distância da usina.
    Através do conhecimento de Tesla, o problema encontrado na usina de Thomas em distribuir energia apenas para áreas centrais, pôde ser resolvido. Ele propôs um método de transmissão da eletricidade no qual as correntes pudessem ser reduzidas sem gerar uma queda na quantidade de energia elétrica na outra extremidade, chamada de corrente alternada. Para demonstrar sua maior descoberta e uma das invenções mais importantes de todos os tempos, Tesla usou uma réplica chamada Ovo de Colombo para mostrar como o movimento giratório pode ser produzido diretamente a partir de uma corrente alternada inclusive, na corrente gerada a milhares de quilômetros. Ele trabalhou no motor de corrente alternada, pensando em algo que envolvesse gerador, fios para o motor e o próprio motor. Introduziu mais de uma corrente alternada no motor e as temporizou para que seguissem uma a outra. Como resultado, obteve-se um campo magnético giratório capaz de fazer o motor girar. Mas, o seu maior desafio foi convencer o mundo de que seu método era melhor do que o de Thomas e conquistar os contratos lucrativos de iluminação de Nova York.
    De um lado estava Thomas que, através de peças teatrais, tentava mostrar a todo custo, o quão perigoso e fatal poderia ser a corrente alternada, do outro lado Tesla, comprovando, através de um método de geração de correntes alternadas com alta frequência, em um encontro de engenheiros, que se a corrente alternada fosse manejada de forma correta, e mesmo em tensões extremamente altas ela podia ser segura. Dessa maneira, a Guerra das Correntes terminou vencida por Tesla e consequentemente foi criada a primeira usina de corrente alternada que fornecia energia elétrica a longas distâncias.

    Ayana Odara, Bianca Caroline, Elen Sousa, Júlia Maximiana e Luiza Madeira.

    QUI2A

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  23. EBM2A
    VICTÓRIA PORTO
    JOYCE KELLY
    RAYSSA FELIPE
    ELAINE

    O desenvolvimento da ciência está diretamente ligado às controvérsias que teorias iniciais provocam. É a partir delas que temos um ponto de partida para a busca pelo aprimoramento e, assim, pelo incentivo de melhorar não só o conhecimento dos fenômenos da vida, mas a vida social num todo. E este trabalho não poderia ser executado de forma individual. É visto que o perfeito aprimoramento das ciências aconteceu, e acontece, através das várias cooperações de estudiosos com pontos de vista muitas vezes diferentes entre eles. Na história da eletricidade reproduzida pela BBC é possível comprovar isso.
    Depois de tantas controvérsias e discussões entre os cientistas, finalmente, a comunidade cientifica vai reconhecendo essas ideias e as adotando como base de estudo a partir dali. É visto que em toda nova grande descoberta não temos algo sobrenatural acontecendo, mas a percepção detalhista de certos aspectos até ali não considerados tão importantes. As ideias de Tesla, Newton, Westinghouse, Franklin, por exemplo, são provenientes de grandes percepções detalhistas de fatos simples da vida cotidiana, não só percebidas, mas exploradas a partir dali. Os experimentos fazem com que a teoria tenha credibilidade e seja bem aceita pela comunidade cientifica, que quer não apenas ler teorias, mas vê-las acontecendo. Outro fato muito evidente é termos a partir dessas simples ideias grandes curiosos estudiosos apoiando. Isso porque elas, além de simples, representam uma grande mudança para a vida. Fazer com que pessoas se interessem de forma a mexer efetivamente com a sociedade é um outro grande fator que faz com que essas teorias sejam mais bem entendidas e sejam apoiadas pela comunidade cientifica, que busca não apenas teorias de novas tecnologias mas, principalmente, tecnologias que apoiem efetivamente o crescimento da vida social.

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  24. Na controvérsia entre CA e CC, as discussões estavam mais relacionada com qual dos dois métodos obteria se um maior número de utilizações e aplicações na indústria e na vida das pessoas (tecnológicas), ou seja, para determinar qual dos dois métodos a comunidade cientifica iria validar analisaram sob a perspectiva econômica.
    O nosso grupo acha que o vídeo não apresentou todos os fatores que foram decisivos para encerrar as controvérsias apresentadas. Por exemplo, em alguma controvérsia, o renome e a posição de um cientista dentro da comunidade poderia influenciar na validação.
    Na controvérsia entre eletricidade animal e eletricidade artificial, pode-se observar uma diferença de pensamento entre um visão influenciada pela igreja e um pensamento iluminista. As discussões entre os cientistas era motivada a apresentação de uma teoria que explicasse as atuações da eletricidade.
    O nosso grupo concorda com a afirmação feita pelo vídeo que diz que a teoria de Volta derrota a de Galvani, pois apresenta argumentos concretos retirados de experiências feitas pelo cientista. Uma dessas experiências é utilizada até os dias de hoje. Mesmo com o avanço da tecnologia e da ciência, a pilha foi apenas aperfeiçoada, mantendo a mesma ideia e função da invenção do cientista.
    Concluímos assim que a validação do conhecimento cientifico sofre influência da argumentação, defesa e demonstração das teorias, e também dos fatores econômicos e das aplicações que cada teoria pode ter na sociedade.
    Danielle e Dharen - ELE 2A

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    1. Concordo com os aspectos econômicos destacados na 'solução' da controvérsia sobre as formas de transmissão de energia elétrica. De fato, as orientações do trabalho induziram a pensar em termos restritos à comunidade científica, porém a validação aqui extrapola essa comunidade e envolve outros grupos sociais como engenheiros e capitalistas empreendedores.

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  25. Vimos então que de acordo com como as controvérsias foram solucionadas adquiridos e utilizamos essas descobertas ate hoje. O conhecimento que todos possuem é graças ao empenho desses grandes pensadores e varias experiências propostas por esses. Como a já citada experiência de Volta que uniu dois metais diferentes gerando assim uma eletricidade, com esse experimento foi possível elaborar a construção da primeira pilha, na qual utilizamos seu principio de armazenar corrente ate os dias atuais. Do ponto de vista voltaico, parecia que Galvani estava errado, não há nada especial na eletricidade em animais. Era eletricidade e ela podia ser totalmente replicada por essa pilha artificial. Mas a maior surpresa para Volta foi que a eletricidade gerada era contínua. Na verdade, ela fluía como água em um riacho. E como em um riacho, onde a medida da quantidade de água que flui é chamada de corrente, a eletricidade liberada pela pilha ficou conhecida por corrente elétrica. A descoberta da corrente elétrica constante tornou-se a base da física, química e da nossa indústria.
    Outra experiência é a de Tesla, que em resumo fez uma corrente alternada de alta frequência passar em seu corpo sem ocasionar dano algum. Provando com isso que a corrente alternada bem manejada pode ser muito eficaz. E isso pode ser facilmente observado atualmente, onde no nosso cotidiano utilizamos a corrente alternada como principal fonte de energia elétrica. Todas as usinas elétricas se baseiam nos princípios descobertos e desenvolvidos por Michael Faraday, Nikola Tesla e todos os demais engenheiros eletricistas pioneiros dessa maravilhosa invenção, denominada eletricidade. Foi através de tantas descobertas e invenções que foi possível criar o mundo que temos hoje, onde praticamente tudo depende de eletricidade. E hoje sabemos que sem ela o nosso mundo entraria em colapso e nossa vida seria muito diferente.

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  26. A eletricidade foi uma invenção que mudou o mundo, mudou a sociedade e a forma que ela se organiza. A partir da eletricidade varias invenções surgiram e todas para facilitar a vida das pessoas. Apesar dos pontos positivos é importante salientar que também ouve pontos negativos, como cientistas que tornaram uma das maiores descobertas científicas um mercado de ações e um jogo de interesse. Roubo de patentes e golpes de publicidade mancharam o nome da história. Entretando com mesmo com os erros cometidos hoje podemos usufruir de uma energia de qualidade, com uma transmissão de qualidade e só tem a melhorar apeasar das manchas na história e o que mover os cientistas não era o desejo pelo progresso.

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  27. Há muitos anos o homem se mostra interessado em diversas áreas, mas especialmente uma é responsável por grande parte das facilidades do mundo moderno: a eletricidade.
    É notável a grande influência da energia elétrica sobre o mundo, uma vez que ela é a principal responsável pelos avanços do mundo moderno. A criação de grande parte do que conhecemos atualmente se dá a partir dessa energia. Algumas discussões a cerca dessa descoberta foram levantadas, uma vez que foram reveladas a utilização de tal energia através de duas formas, sendo elas utilizando Corrente Alternada (CA) e corrente continua (CC). Atualmente grande parte do que conhecemos é alimentado por corrente alternada, como por exemplo, as grandes cidades, mas antigamente não era assim. Alguns cientistas da época em que tal fenômeno foi descoberto, acreditavam que a CA era extremamente perigosa, já que naquela época tudo funcionava com a utilização de CC. Nikola Tesla foi o cientista que insistiu no uso de CA e provou que a utilização desta não oferecia riscos quando executada de forma correta. Vale ressaltar também que Tesla desenvolveu motores e máquinas que operavam em CA, e que possuíam rendimento maior quando comparado à CC.
    Com base no que foi apresentado no documentário, podemos concluir que as descobertas nessa área foram de total importância para a criação de tudo que conhecemos hoje, já que em dia é quase impossível que uma sociedade sobreviva sem os recursos que tal fenômeno proporciona.
    Att,
    Débora Moraes
    Jade Gonçalves
    Lucas Arcanjo
    Victor Barboza

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  28. Certamente, o acordo de teorias e hipóteses com resultados experimentais é um aspecto fundamental na validação do conhecimento científico. Mas outros aspectos se combinam a essa importância do experimento e não são menos importantes.
    Um deles, que caminha ao lado e de forma recíproca, é o compromisso com ou a crença em certa teoria que orientará o que ‘perguntar’ à natureza e que meios usar para isso. Essa crença ou compromisso expressa uma visão de mundo, própria do tempo em que certa teoria foi objeto de controvérsia. A controvérsia sobre a origem da eletricidade é alimentada por visões de mundo que opõem Razão e Religião.
    Na medida em que a Ciência e Tecnologia se constituem como campos de conhecimentos e práticas cada vez mais próximos e se influenciando reciprocamente, o fator econômico ganha igual importância aos aspectos experimentais e de comprometimento com certa teoria e visão de mundo.
    No caso da Guerra das Correntes, o fator econômico é um dos aspectos determinantes para a solução da controvérsia.
    Isso deve nos colocar em uma posição mais crítica quanto à visão linear de que conhecimento científico leva ao desenvolvimento tecnológico e que esse, necessariamente conduz ao progresso e ao bem estar social. Quando o fator econômico se torna preponderante, interesses comprometidos com grupo menores, detentores do capital, determinam a agenda das pesquisas científicas e colocam a coordenação entre teoria e evidências experimentais a seu serviço, o que não implica, na maioria das vezes, conhecimento científico e tecnológico promotor do bem estar da sociedade.
    Um exemplo importante das distorções provocadas pelo poder econômico na geração do conhecimento científico e tecnológica é a combinação de interesses entre empresas produtoras de sementes transgênicas e a indústria de agrotóxicos, que demanda sementes resistentes ao seus produtos.
    Podemos também destacar a produção de tecnologia a serviço da sociedade de consumo, geradora de 'necessidades', cujo atendimento impacta negativamente o planeta e promove a insustentabilidade, nos mais diferentes setores da sociedade humana.
    A discussão sobre os episódios de Choque e Temor nos proporciona uma compreensão de que a validação do conhecimento científico vai além do exercício sistemático da crítica e da coordenação entre teoria e evidências experimentais. Ele é influenciado pela visão de mundo em que se situa certa teoria, por compromissos e crenças próprios do cientista e decorrentes de certa visão de mundo. Na medida em que Ciência e Tecnologia se desenvolvem, a dimensão econômica é também um fator importante, se não preponderante de validação, com todas as contradições que isso implica em uma sociedade capitalista.
    Portanto, é importante compreendermos a Ciência para além dos conceitos e suas aplicações na solução de problemas exemplares, ou de justificarmos a Ciência simplesmente como base para o progresso tecnológico. Para além dos conceitos e da solução de problemas exemplares, para além da significação da Ciência pela Tecnologia, é preciso também discutir as implicações sociais da produção de conhecimento científico e tecnológico, não apenas no contexto da pós produção desse conhecimento, avaliando seus impactos positivos ou negativos, mas também na produção das agendas de pesquisa. Nesse sentido, precisamos conceber e lutar por formas de participação da sociedade na definição dessa agenda e na discussão de suas implicações. O que podemos fazer, no ambiente escolar, para promover essa cultura de participação em debates sobre implicações sociais da Ciência e da Tecnologia?

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