segunda-feira, 7 de maio de 2012

Perguntas propostas no debate

Discutidas pelos participantes da mesa, no dia 05

1. Para mim, um dos grandes geradores de quase todos os problemas que vivenciamos, hoje em dia, como impactos ambientais, problemas urbanos, são gerados pelo sistema capitalista que visa o lucro e estimula o consumo. Fazendo com que gastemos mais energia e matéria. Para vocês, da mesa, qual é a sua opinião sobre a soma de um valor justo de um produto ou serviço ao valor do impacto ambiental que ele causou? Essa medida poderia solucionar grandes problemas de nossa sociedade, hoje? (Marllon, MEI 2A)

2. O metrô atende uma parcela pequena da população, se compararmos com os outros transportes. O BRT também atenderá a essa parcela da população ou será ampliado para quem não tem acesso direto ao metrô? (Bruna, TUR 2A)

3. O que é mercadológico? (Paula Santos, INF 2A)

4. A topologia de BH impede o metrô subterrâneo, mas qual é a opinião da bancada em relação à construção de metrô suspenso, como em algumas cidades dos EUA? (Henrique Manata, Carolina Vilela, Daniela Barros e Vinícius Augusto, MEI 2A)

5. Tendo em vista os vários problemas que os transportes coletivos apresentam, hoje, por que a Prefeitura insiste em investir ns idéia do uso de ônibus ao invés de criar mais estações de metrô, que um meio de transporte mais eficaz? (ELT 2A)

6. O metrô alcançará todas as áreas que foram divulgadas anteriormente como Barreiro e Mineirão?
Há projetos para a melhoria da estrutura tecnológica das estações que já existem?
Quais são os empecilhos das melhorias na qualidade da estrutura ferroviária de BH?

7. Gostaria de perguntar ao João Luiz quais as vantagens e desvantagens tanto do lado do consumidor e do empresário, do ônibus à gás e biodiesel elétrico? Ele será economicamente sustentável, será que o uso de diesel para diminuir seu custo seria mais interessante? (Bernardo Assunção, MEC 2B)

3 comentários:

  1. 1. Para os bens privados, a tributação pode ser um instrumento para internalizar nas empresas custos que elas externalizam para a sociedade como um todo. Na mobilidade urbana o valor justo se obtém nas finanças públicas. Subsidiando o transporte público se internalizam seus benefícios sociais; e tributando o transporte motorizado individual se incorporam aos custos privados os custos sociais que ele, transporte privado, externaliza.

    2. O metrô atende pouco porque seu sistema é reduzido. Com apenas 28 km e uma frota de apenas 25 trens transporta 200 mil passageiros dia. O sistema de ônibus de Belo Horizonte tem algo como 1.800 km de linhas, 2 mil ônibus e transporta cerca de 1.600 mil passageiros dia. O BRT organiza o sistema ônibus dando-lhe mais eficiência e capacidade nos principais corredores. Pode complementar uma rede de linhas de metrôs, ampliando a cobertura do sistema estrutural.

    3. É o estudo do mercado, o que e para quem produzir, como se comportam as empresas e os consumidores. Por analogia – e somente por ela – alguns de seus conceitos podem se aplicar na análise de bens públicos, como, por exemplo, elasticidade da demanda. Se a exclusão é inaceitável nos bens públicos, medir a sensibilidade da demanda a variações de preço é uma incongruência. Por definição, a demanda de bens públicos, como saúde, educação e transporte público “tem que ser” inelástica. O número de crianças na escola é igual ao número de crianças. O número de doentes nos hospitais é o número de doentes.

    4. Os problemas de topografia se reproduzem na via elevada como na subterrânea. Com a diferença de que na subterrânea podemos variar, em melhor medida, a profundidade com relação à superfície, passando, inclusive, por baixo de morros. Significa, com relação à via elevada, mais capacidade relativa frente as variações de altitude. A linha 3, Pampulha Savassi, por exemplo, passará na Antônio Carlos debaixo da subida do Hospital Belo Horizonte. Um metrô em via elevada teria, neste trecho, que passar em túnel.

    5. O Governo Federal está promovendo a transferência do MetrôBH para o Governo do Estado e Municípios de Belo Horizonte, Contagem e Betim. Para isto incluiu recursos no PAC Mobilidade Grandes Cidades para aumentar a capacidade da linha 1 e iniciar a implantação das linhas 2 e 3.

    6. A Linha 1 se projeta inicialmente em Contagem até a Estação Novo Eldorado, para seguir em direção à Betim, conforme o projeto original de 1981. A Linha 2 está sendo projetada para ligar o Barreiro à linha 1 em uma estação a ser implantada na Nova Suíça, seguindo depois subterrânea sob a avenida Amazonas até a rua Tamoios, de onde segue para a Av Afonso Pena, até a av. Carandaí. No Colégio Arnaldo toma a direção da av. Brasil até o seu final, saindo sobre a av. dos Andradas em elevado para se encaixar a linha 1, em superfície, na estação Santa Tereza. A Linha 3 vem da Pampulha sob a av. Antonio Carlos – atendendo ao Mineirão e à UFMG - até a Lagoinha, de onde segue pela av. Afonso Pena até a av. João Pinheiro (ou a rua Pernambuco) e daí até a Praça da Savassi. São estudos em desenvolvimento, com projetos de engenharia em contratação.

    Há um projeto, incluído no PAC Mobilidade, para rever a acessibilidade de todas as estações da linha 1 atual.

    Não há empecilhos de ordem técnica, mas metrô é um transporte mais qualificado, de maior capacidade e submetido a regras mais severas de segurança. Assim, custa mais na contabilidade interna da empresa operadora, pública ou privada, devendo ser subsidiado para cumprir mais amplamente sua finalidade. O Estado e os Municípios, entretanto, não estão estruturados para esta função do ponto de vista orçamentário.

    João Luiz.

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  3. 7. Do lado do usuário o ônibus elétrico é mais confortável. Para o ambiente, menos poluente. O uso do gás, do biodiesel, do etanol, da gasolina ou do diesel são alternativas que se complementam. Possivelmente o diesel S50, com reduzido teor de enxofre, será o mais estratégico. A viabilidade passa pelo estabelecimento do ônibus híbrido e do diesel S 50, no uso do diesel, como padrão obrigatório para o transporte urbano. Assim os custos de produção serão progressivamente reduzidos. De qualquer forma, é o sistema de transporte e a sociedade como um todo que respondem pelos custos, cabendo ao empresário ser ressarcido e remunerado pelo que lhe é estabelecido fornecer. Nestes termos, para o empresário a desvantagem será a transição tecnológica com o descarte da frota obsoleta. Se, como se preconiza, em um ambiente de substituição de transporte privado pelo público, os empresários se compensam na ampliação de seus contratos, com o crescimento do número de usuários.

    João Luiz.

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