QUESTÕES PROPOSTAS NO DEBATE QUE NÃO FORAM DISCUTIDAS (2)
Imobilidade urbana e BRT
1. Para a solução imediata da superlotação foi sugerido o aumento da frota de ônibus. Porém, a maioria das pessoas não vai simplesmente deixar seu carro por uma suposta segurança muito recente, de que não se tem certeza. Por isso, o aumento da frota não pioraria a situação dos engarrafamentos em BH? Qual seria então a sugestão para a melhoria dessa área da qualidade do transporte público? (MCT 2A)
2. Caso houvesse a estatização da rede de ônibus em BH, a qualidade desse meio de transporte poderia ser melhorada? (MCT 2A)
3. Como seria essa reestruturação da mobilidade para cidades como São Paulo, onde o trânstio se encontra insustentável? (MCT 2A)
4. A aplicação do BRT considera, além dos benefícios proporcionados pelo conforto, bem estar da população e eficácia, a utilização de fontes energéticas alternativas que, além de gerarem menos impactos, teriam eficiência produtiva maior? (Bruno, Gabriel, Luana D. e Luiza, MEI 2A)
5. O uso do BRT possui um custo-benefício melhor quando comparado aos outros meios ou ele será tratado como bem de mercado e as motocicletas, por exemplo, continuarão mais viáveis? (MCT 2A)
6. Belo Horizonte sediará, em 2014, a Copa do Mundo. Qual seria o melhor projeto de curto-prazo para a preparação da cidade para este acontecimento? (MCT 2A)
Cidades como Belo Horizonte dependem de um investimento efetivo na implementação de transporte de massa, como o metrô, articulado a outras modalidades. Essa perspectiva está bem tratada em várias postagens neste blog.
ResponderExcluirO BRT não é a solução para os problemas da mobilidade em BH. Conforme foi destacado, é uma solução tardia e paliativa, dependente da ampliação do atendimento pelo metrô. O João lembrou bem o esgotamento dessa solução em Curitiba.
No entanto, é preciso pensar em um sistema de transporte por ônibus que contemple todos os aspectos apresentados pelo João, decorrentes de se tratar o transporte como bem público, como ter um padrão específico para o ônibus, com piso rebaixado e uma tecnologia de motor mais eficiente e menos poluente.
Não acredito na estatização como solução. Acredito no modelo de concessão, com financiamento público e controle social das tarifas e do serviço prestado pelas empresas.
Desconfio dos reais benefícios trazidos pela Copa, mesmo no campo da mobilidade urbana. As áreas beneficiadas não correspondem às muitas demandas da cidade. Toda intervenção está voltada para a circulação dos turistas. Ficará mesmo algum legado? Os ônus para o poder público têm me parecido maiores do que os benefícios que serão garantidos a longo prazo para a população. A Copa parece ser um grande negócio para CBF, seus apadrinhados e para a iniciativa privada.
Adelson.
Pela Segunda Lei da Termodinâmica é possível perceber que não se deve apenas utilizar a energia térmica, pois ela não é totalmente recuperável e que os motores de combustão interna mais utilizados atualmente têm baixo rendimento, se comparados aos motores elétricos. O problema da mobilidade de Belo Horizonte é muito mais complexo para apenas se implantar o sistema BRT ou apenas o metrô, vivemos numa metrópole onde os deslocamentos diários são feitos em grande quantidade e geram um impacto enorme na sociedade, o ideal é a implantação de um sistema de transportes composto por vários modais (tipos de transporte), que utilizem novas tecnologias que a energia não prejudique tanto o ambiente em que vivemos. Carolina Moreira e Vitor Rangel - TURMA: EST/TT 2 A
ResponderExcluirÀ respeito da imobilidade urbana, acreditamos que para solucioná-la seja necessário agregar: 1) a conscientização da população com relação ao uso do transporte; e 2) a priorização dos meios de transporte mais eficazes em detrimento dos interesses financeiros das grandes empresas. Em se tratando da primeira sentença, como tem sido bastante discursado nesses últimos anos por fatores ecológicos e de mobilidade - embora na prática não ocorra -, é preciso que as pessoas se esforcem para abrir mão de seus veículos para atividades rotineiras e que possam ser realizadas por meio do transporte público, como ir ao trabalho, ir à escola etc. A quantidade de carros com apenas um ocupante nas ruas é imensa e, além de utilizar um combustível bastante poluente, caro e pouco rentável, lota as ruas das grandes cidades, provocando um caos total e muito estresse para todos. Isso é tão grave em todo mundo que em alguns locais dos Estados Unidos carros com mais de dois ocupantes têm filas exclusivas nas ruas, uma alternativa para estimular as pessoas a pelo menos darem/pegarem carona. Por outro lado, com a infinitude de impostos que nós, cidadãos, temos que pagar, é muito importante que tenhamos acesso à meios de transporte de boa qualidade, bastante diferente dos que encontramos atualmente. Se a cada vez que as passagens de ônibus sofressem reajuste essa tarifa fosse aplicada em melhorias para o trânsito da cidade, muito poderia ter sido melhorado. No entanto, esse meio de transporte encontra-se coordenado por empresas privadas, que visam o bem (lucro) próprio e muitas vezes têm seus interesses sobrepostos aos da população e ao bem estar das metrópoles. É essencial que nós, cidadãos, usuários do transporte público e frequentadores dos pontos da cidade com trânsito mais caótico tenhamos maior atenção e tenhamos nossas necessidades solucionadas como, por exemplo, uma expansão/criação de nova(s) linha(s) do metrô de Belo Horizonte em vez da implantação do chamado BRT, que não resolve todos os problemas e só gera mais lucro para os grandes empresários.
ResponderExcluirCom certeza uma melhoria no transporte público brasileiro e uma mudança no trânsito são necessários, mas a questão é como fazer isso. Provavelmente, a melhor solução é a implantação de novas linhas de metrô e a conscientização da população, já que não adiantaria melhorarmos os transportes públicos se a população continuar a utilizar o transporte privado em sua grande maioria. Para o crescimento das linhas de metrô, o Brasil deveria seguir o exemplo de Madrid, que conseguiu, através de todo um planejamento prévio, comprar todo o material necessário para a ampliação das linhas por um preço muito barato, cerca de 7 vezes menor do que o que o Brasil paga atualmente por quilômetro de metrô, como dito durante o debate, e, além disso, buscar a rápida ampliação, pois nosso país sediará grandes eventos futuramente, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, e ele está crescendo num ritmo de apenas 1 quilômetro a cada 4 anos.
ResponderExcluirUma mudança nas vias terrestres também é necessária, porém essa solução demanda um tempo maior. O alargamento das vias principais, sem o comprometimento da arborização das mesmas, já deveria ter sido feito, tendo em vista o grande crescimento populacional do Brasil. E, além disso, um fator que também ajudaria o trânsito a fluir nas principais vias seria a construção de passarelas para os pedestres, o que tornaria desnecessária a instalação de alguns sinais de trânsito. A participação do governo nesse quesito é fundamental, já que, para o alargamento de vias, construções de viadutos e passarelas, seria necessário o despejamento de muitas famílias e comércios para uma outra área da cidade. As cidades teriam de crescer para todos os seus arredores.
Enfim, soluções como o BRT ajudam mas não resolvem os problemas sofridos com o trânsito atualmente. Um desenvolvimento é necessário
urgentemente.
Vinícius David, Vinícius Nascimento, Júlio Victor, Gustavo Henrique
Mecatrônica 2A.
1. O aumento do número de ônibus, de maior capacidade e potência, é uma imposição do nível de serviço admissível para um transporte, com dignidade, de passageiros. O que aumenta o congestionamento não são os ônibus, que aproveitam melhor o espaço viário – pessoas por m2 – mas o transporte privado. A sugestão é resgatar o transporte público como bem público, vinculando impostos cobrados na localidade para investimentos na implantação de sistemas mais qualificados e para subsidiar a operação, reduzindo as tarifas cobradas dos usuários.
ResponderExcluir2. Poderia, como poderia também piorar. A Companhia Municipal de Transporte Coletivo de São Paulo, CMTC, privatizada pelo MALUF, era uma empresa de ônibus estatal, a maior empresa de ônibus urbano do mundo, e era uma tragédia corporativa. Tinha cerca de 12 empregados por ônibus, enquanto o coeficiente médio é de 5,8 empregados por ônibus. A Carris é uma boa empresa pública de ônibus em Porto Alegre, operando entre cerca de quinze empresas privadas. Não é fácil uma empresa fazer comprar bem seus insumos, pneus, combustíveis, peças, através de licitação pela lei 8.666. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, CPTM e a Companhia do Metropolitano de São Paulo, Metrô/SP são estatais; o trem metropolitano do Rio, Supervia, e o Metrô Rio são concessionárias privadas. Ambos os sistemas são prisioneiros da lógica privada na definição tarifária. Os sistemas de São Paulo recebem maiores investimentos públicos e as gratuidades são pagas pelos impostos e não pela tarifa dos outros usuários. A diferença está, pois, na construção fiscal, e não na natureza, pública ou privada, do operador.
3. Com BRT não é possível. Quintuplicando sua rede de metrô, hoje com apenas 74 km e subsidiando a operação para que estudantes e idosos não paguem e os que pagam, paguem menos do que custa, para que os custos privados dos modos de transporte sejam espelhados nos custos sociais.
4. Depende de onde esteja se aplicando esta configuração. Em síntese, BRT é pista segregada, embarque em nível, cobrança antecipada e estruturação em rede de linhas troncais e alimentadoras. À esta concepção de Curitiba, hoje em grande difusão, deve se acrescentar uma nova padronização de ônibus, híbridos de piso baixo integral, abandonando as estações elevadas. Estará se acrescentando mais acessibilidade, mais eficiência energética e menos poluição do ar e sonora.
5. O BRT está definido exclusivamente como uma estruturação do modal ônibus para capacitá-lo para maiores volumes de demanda. Com certeza melhora sua competitividade com outros modos de transporte. Mas, segue tratado como bem de mercado enquanto preservada a lógica fiscal.
6. Em curto prazo só restarão medidas operacionais, como tem se exemplificado com a decretação de feriado nos dias de jogos.
As respostas acima são do economista João Luiz da Silva Dias.
ResponderExcluirA palestra de mobilidade urbana provocou uma reação nos participantes e fez com que eles refletissem sobre a qualidade do transporte publico em BH, o transito as obras que estão sendo feitas, e outras que realmente deveriam ser feitas, atitudes que ajudariam a melhorar o transito e o que mais o governo poderia fazer para melhorar o transporte publico.
ResponderExcluirO que mais marcou a apresentação foi à discussão sobre os ônibus em BH, que na verdade são caminhões com a carroceria de ônibus o que os deixa muito altos, o que complica a entrada e saída de pessoa com mobilidade reduzida (idosos, gestantes, deficiente físicos, obesos entre outros) e que uma solução para esse problema seria a utilização de ônibus com piso baixo e suspensão a ar para que facilitar o aceso das pessoa.
A poluição gerada pelos veículos foi colocada em foco também e foi discutida a possibilidade de substituir os ônibus a óleo disel por ônibus com um gerador a gás ou biodisel acoplado a um motor elétrico isso diminuiria a emissão de gases poluentes e o reduziria bastante o volume de combustível consumido pelos ônibus.
Uma das soluções citadas pelo professor foi o governo subsidiar a passagem para incentivar as pessoas a utilizarem o transporte público e evitar os carros particulares o que diminuiria os engarrafamentos e os acidentes de transito com motociclistas e carros.
Como todas as palestras ministradas em um auditório sempre restam duvidas a que mais marcou foi e quanto aos estudantes o que seria decidido para eles em relação as passagem, pois em vários países desenvolvidos pessoas até 20 anos e idade não pagam tarifa e se pagam é um valor muito inferior ao real preço da passagem. Como aplicar medidas que diminuam os engarrafamentos sem haver mudanças drásticas, e a maior duvida de todas “Como resolver o problema de mobilidade urbana em BH sem medidas de curto prazo e sim medidas que sejam duradouras?”.
Nosso grupo de trabalho após assistirmos a palestro discutiu soluções possíveis para o transporte publico em BH entre elas são a expansão da linha do metro, sendo ela não de superfície e sim subterrânea, melhorias nos ônibus para que todos pudessem utilizar o transporte publico, o governo subsidiar o preço da passagem em um preço atrativo até para aqueles que andam de carro, aumento do número de linhas de ônibus e também o aumento do número de ônibus das linhas já existentes, criação de faixas exclusivas para ônibus nas principais avenidas de BH e por ultimo a medida que causaria mais polemica mais que teria muita eficiência em aumentar o número de pessoas em utilizar o transporte publico seria o rodízio de placas de carros particulares, sendo que as placas marcadas não poderiam circular no hipercentro e nas principais avenidas de BH isso diminuiria os engarrafamentos e faria prioridade ao transporte publico.
Pergunta feita pelo grupo durante a palestra: Quais as vantagens e desvantagens do ônibus biodisel e gás no âmbito do empresário e do consumidor? Se utilizasse diesel ao invés de biodisel e gás ficaria economicamente mais viável?
Componentes do Grupo: André Lara, Bernardo Assunção, Jonathan Igor, Rafael Lucas e Mariana Eliza.
Turma: MEC2B